Sou muito questionado por alunos que estão prospectando aulas de inglês, e em especial quando estou conversando com empresas, sobre a metodologia que uso em minhas aulas. Pergunta complexa de se responder. Ultimamente tenho respondido com uma pergunta, qual método se adéqua mais a você?
Na maior parte das vezes acabo por desconcertar a pessoa que está esperando uma resposta pronta sobre um método x ou y, mas na verdade, minha intenção é fazer com que esse possível aluno pense um pouco sobre o que ele está procurando.
Quando alguém procura por aulas existem inúmeras formas de trabalharmos com esse aluno, e o primeiro passo é conhecer um pouco o aluno, saber o quanto já sabe de inglês, qual sua história com a língua, se há traumas, momentos inesquecíveis, o que ele acha de falar ou ter que aprender a falar essa língua nova. Em seguida, preciso saber o quanto esse aluno pode e quer investir, e não estou falando apenas de dinheiro, mas, principalmente de tempo e dedicação. Afinal, se meu aluno quer se encontrar um vez por semana, uma hora de aula, tenho que montar uma estratégia diferente daquele que fara 5 aulas semanais, uma hora por dia. E por fim, tento entender qual o melhor canal de comunicação deste aluno potencial, se ele tem uma boa memória auditiva, ou visual, se ele é tímido ou não se importa em se expor mais, se ele gosta de ler, ou é maluco por músicas.
À partir daí começo a falar de como trabalho, da ênfase na conversação, da ênfase em montar aulas onde o foco é o aluno, da ideia de haver um processo mais cognitivo, que estimulará o aluno a raciocinar sobre o que está aprendendo e utilizar com mais propriedade, enfim, explicar que o método x ou y nem sempre é o que melhor se encaixa a necessidade dele e que podemos e devemos desenvolver algo mais customizado para que o processo seja mais eficiente.
Sei que em alguns casos, responder que trabalho assim ou assado seria mais fácil, mas quem é que disse que seria fácil?
